Márcia Larangeira Jácome - Introduzir a questão de gênero em uma organização pode ser fruto de diferentes motivações. Mas princi- palmente, precisa ter como sentido primeiro buscar fortalecer a luta contra as desigualdades e as injustiças sociais que formam um obstáculo à democratização da sociedade e ao exercício pleno da cidadania. Precisa, portanto, ser uma decisão institucional coletiva, fruto de acordo coletivo, que reflita o reconhecimento da luta das mulheres por igualdade como uma condição imprescindível à radicalização da democracia, ou seja, na vida pública e privada.
Alda Facio - As práticas e teorias feministas têm ensinado que não se pode entender nenhum fenómeno social se não for analisado a partir de uma perspectiva de género e esta implica reconceptualizar aquilo que se está a analisar. Portanto, para se falar do sistema legal de um país, teríamos que reconceptualizar o que entendemos por direito.
Márcia Larangeira Jácome - Este texto foi escrito com o objetivo de contextualizar a ação do movimento de mulheres por direitos. Entretanto, nossa opção foi definir a luta por cidadania como o eixo a partir do qual se organizam informações e análises, o que implica, portanto, em dar especial atenção à ação do movimento feminista.
Entendemos o feminismo como pensamento crítico e prática política, portanto, como um movi- mento político e cultural de transformação social, que tem como projeto político a luta por democracia com justiça social e cidadania plena, isto é, por um projeto de cidadania do qual as mulheres sejam, de fato, partícipes e beneficiárias.
Karen Lúcia Borges - Ontem, 23 de março de 2010, a Procuradoria Especial da Mulher e a Bancada Feminina da câmara dos Deputados realizaram o seminário Mulheres do Futuro: a formação de uma geração consciente. Tivemos nesse evento várias palestras muito importantes. Lá estava também a Karen Lúcia Borges, diretora colegiada da Associação Lésbica de Brasília - Coturno de Vênus -, representando a Rede Feminista de Saúde. Ela foi brilhante em sua apresentação. As feministas presentes viram nela uma luz importante na crítica ao fundamentalismo e ao machismo. As conservadoras, se mexeram e se reviraram nas cadeiras, como se algo estivesse cutucando o âmago de seu ser. Felizmente a Karen Borges escreveu o que iria falar e gentilmente nos cedeu o texto para que possamos agora compartilhar com você. Vale a pena ler, refletir e debater o que ela nos apresenta. Recomendamos que mande para outras pessoas de suas relações, para que também elas possam refletir sobre esses temas.
Ana Rita Fonteles Duarte- Betty Naomi Goldstein, ou Betty Friedan, se foi em 4 de fevereiro último, em Washington, no dia em que completou 85 anos. Em nada a partida, registrada em notas discretas em jornais, revistas, sites e TVs, lembrou o tumultuado ingresso dessa ex-dona de casa na vida pública americana, mais precisamente em 1963. Foi quando ela publicou seu polêmico Mística feminina
Debora Diniz e Dirce Guilhem - Formalmente, a bioética de inspiração feminista surgiu no início dos anos 90, quando começaram a ser publicadas as primeiras pesquisas e ensaios sobre o tema, muito embora as reflexões sobre ética feminina e feminista existam desde os anos 60. A proposta inicial da bioética feminista não se restringia à entrada dos estudos feministas no campo da ética aplicada, ou seja, não visava apenas a incorporação do feminismo às idéias bioéticas imperantes
O Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM/UERJ) manifesta seu repúdio às recentemente anunciadas modificações no texto do PNDH3 no trecho que trata da descriminalização do aborto em nosso país.
SPM - Esta publicação representa o esforço de recuperação da trajetória das políticas que influenciaram mais significativamente a vida das mulheres brasileiras a partir da criação da Secretaria de Política para as Mulheres em 2003.
SPM - Esta publicação representa o esforço de recuperação da trajetória das políticas que influenciaram mais significativamente a vida das mulheres brasileiras a partir da criação da Secretaria de Política para as Mulheres em 2003.
Está no ar a TV Feminista!. Ela é formada por vídeos que ajudarão nos debates que promovemos e como suporte dos cursos da Universidade Livre Feminista. Para ver a seleção de materiais que fizemos para você, escolha primeiro o idioma de sua preferência: PORTUGUÊS, CASTELLANO, INGLÊS, ITALIANO. Aparecerá o canal no idioma escolhido, com todos os vídeos disponíveis. CADA IDIOMA TEM VÍDEOS DIFERENTES DOS DEMAIS. Navegue à vontade e assita a todos os vídeos que selecionamos para você. Como os vídeos estão em resolução alta, é recomendável que você tenha uma boa conexão de internet para poder vê-los com rapidez. Caso contrário, poderá clicar na seta de > play(tocar) e depois no || pause, deixe o vídeo carregar e depois assista com calma. Desde já,agradecemos a todas as entidades que nos autorizaram a reproduzir seus vídeos ou nos enviaram materiais para nossa TV FEMINISTA. Se você tiver vídeos que possam ajudar nos cursos e nos debates feministas, mande-os para nós (mídias VHS, DVD ou arquivos em Mpeg, AVI, Mp4).
Em poucos dias vamos iniciar um novo programa de formação e debates. Trilhas Feministas na Gestão Pública é um curso aberto e livre dirigido a feministas que atuam na gestão pública (municipal, estadual e federal) e que desejam ver essa atividade melhorada e mais sintonizada com sua ação política feminista.
Prevista para receber 200 feministas, a primeira turma terá mais de 250 pessoas. Elas (4 são eles) receberão apoio em suas discussões e estudos, por meio de fóruns de debates (Rodas de Conversa), salas de bate papo, leituras complementares, exercícios, comentários e várias outras formas de suporte.
Logo que concluirmos os trabalhos dessa primeira turma, lá para novembro ou dezembro, vamos aproveitar essa experiência e dar uma mexida no curso. Mudando o que acharmos que não ficou bom e melhorando o que achamos que ficou legal. Aí, em março do próximo ano, deveremos abrir novas turmas. Se você não conseguiu se inscrever nesta turma, não fique chateada, logo terá outra chance.