O projeto que deu origem a este relatório sistematizou 20 anos de publicações
sobre o tema do aborto no Brasil. O objetivo foi, de um lado, fortalecer a agenda nacional de pesquisas sobre aborto,
organizando o conhecimento disperso, e, de outro, aproximar o debate político da produção acadêmica brasileira. O resultado
foi a recuperação de 2.109 fontes em língua portuguesa, publicadas por autores, periódicos e editoras nacionais ou estrangeiros.
Marcelo Medeiros - Abortar faz bem ou mal para a saúde mental? A pergunta vem sendo levantada na discussão sobre aborto como um problema de saúde pública e é usada como munição no debate. Se faz bem, evitando o dano psicológico de uma gravidez indesejada, ponto a favor da descriminalização do aborto; se faz mal, causando traumas graves, ponto para os que acham que o aborto deva ser crime.
Estrella Gutiérrez - Caracas, 8/3/2010, (IPS) - A América Latina é um reduto contra o direito das mulheres decidirem sobre sua gravidez e, apesar de a maioria de seus governantes se proclamarem progressistas, apenas em um país o aborto está despenalizado, enquanto em cinco é crime mesmo se a gestação representar risco de vida para a mãe.
Marcia Tiburi - Um dos aspectos mais interessantes quando se discute o aborto hoje é o fato de que os principais participantes da discussão são homens.
Pedro Abramovay - O objetivo deste artigo é abordar a questão estritamente do ponto de vista jurídico-constitucional, procurando articular argumentos no sentido de verificar a adequação constitucional do texto previsto nos artigos 124, 126 e 128 do Código Penal.
A anencefalia é uma das mais graves má-formações fetais congênitas, incompatível com a vida extra-uterina,
caracterizada por falha no fechamento do tubo neural, o que impede a formação dos hemisférios cerebrais e do córtex. Esta
anomalia acarreta a inexistência de todas as funções superiores do sistema nervoso central, que é responsável pela consciência,
cognição, vida relacional, comunicação, afetividade e emotividade. O prognóstico de sobrevida é de, no máximo, algumas horas após o parto.
Ana Paula Sciammarella e Beatriz Galli - O caso de Mato Grosso do Sul tem gerado debates, artigos em jornais, audiências públicas na Ordem dos Advogados do Estado, na Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados, além de manifestações de solidariedade às mulheres processadas por parte de organizações de defesa dos direitos humanos e movimentos sociais. De fato, nenhuma medida eficaz foi tomada até o presente por parte das autoridades estaduais e federais para impedir que as violações aos direitos humanos continuem ocorrendo ou sanar as já ocorridas.
Maria Betânia Ávila - Resumo São desenvolvidas algumas considerações sobre direitos reprodutivos e direitos sexuais, no sentido de colocar um posicionamento sobre eles na perspectiva transformadora das relações sociais, da luta contra os preconceitos, da garantia do bem-estar e finalmente, da relação entre sexualidade, reprodução e cidadania. Em um segundo momento são feitas algumas reflexões sobre os desafios para uma política de saúde nestes campos, onde são enfatizadas questões como: garantia de recursos, qualidade e quantidade de serviços de saúde que respondam às demandas da população e mudanças culturais que produzam uma nova visão sobre a relação entre profissionais de saúde e usuárias/as, baseadas nos princípios da cidadania: reconhecimento do outro como sujeito dotado de liberdade e igualdade.
Sara Romera Sorrentino - Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos – RedeSaúde - O aborto inseguro é um grave problema de saúde pública, reconhecido pela comunidade internacional em conferências promovidas pelas Nações Unidas na década de 90.
Quando realizado sob condições precárias -- por pessoas sem a necessária capacitação e/ou em ambientes que não apresentem os mínimos padrões sanitários –, o aborto geralmente causa seqüelas à saúde da mulher e, muitas vezes, sua própria morte. Diante da constatação de que essas mortes e danos à saúde das mulheres são evitáveis, uma importante questão que precisa ser considerada é a descriminalização do aborto.
Está no ar a TV Feminista!. Ela é formada por vídeos que ajudarão nos debates que promovemos e como suporte dos cursos da Universidade Livre Feminista. Para ver a seleção de materiais que fizemos para você, escolha primeiro o idioma de sua preferência: PORTUGUÊS, CASTELLANO, INGLÊS, ITALIANO. Aparecerá o canal no idioma escolhido, com todos os vídeos disponíveis. CADA IDIOMA TEM VÍDEOS DIFERENTES DOS DEMAIS. Navegue à vontade e assita a todos os vídeos que selecionamos para você. Como os vídeos estão em resolução alta, é recomendável que você tenha uma boa conexão de internet para poder vê-los com rapidez. Caso contrário, poderá clicar na seta de > play(tocar) e depois no || pause, deixe o vídeo carregar e depois assista com calma. Desde já,agradecemos a todas as entidades que nos autorizaram a reproduzir seus vídeos ou nos enviaram materiais para nossa TV FEMINISTA. Se você tiver vídeos que possam ajudar nos cursos e nos debates feministas, mande-os para nós (mídias VHS, DVD ou arquivos em Mpeg, AVI, Mp4).
Em poucos dias vamos iniciar um novo programa de formação e debates. Trilhas Feministas na Gestão Pública é um curso aberto e livre dirigido a feministas que atuam na gestão pública (municipal, estadual e federal) e que desejam ver essa atividade melhorada e mais sintonizada com sua ação política feminista.
Prevista para receber 200 feministas, a primeira turma terá mais de 250 pessoas. Elas (4 são eles) receberão apoio em suas discussões e estudos, por meio de fóruns de debates (Rodas de Conversa), salas de bate papo, leituras complementares, exercícios, comentários e várias outras formas de suporte.
Logo que concluirmos os trabalhos dessa primeira turma, lá para novembro ou dezembro, vamos aproveitar essa experiência e dar uma mexida no curso. Mudando o que acharmos que não ficou bom e melhorando o que achamos que ficou legal. Aí, em março do próximo ano, deveremos abrir novas turmas. Se você não conseguiu se inscrever nesta turma, não fique chateada, logo terá outra chance.