Relatório do Encontro de Mulheres Negras, Rondônia, outubro de 2009 - O objetivo deste relatório é informar o desenvolvimento do evento e seus resultados as instituições parceiras e outras possam saber dos temas debatidos no encontro de Mulheres negras. Certamente este relatório será histórico na luta das mulheres negras do estado de Rondônia. A UNEGRO, como entidade organizadora sem fins lucrativos e de combate ao racismo, defende a construção de um Estado de Rondônia melhor mais justo e sem opressão de gênero, raça e classe. Os recursos financeiros foram poucos, nem tudo aquilo que sonhamos para fazer no encontro de mulheres negras conseguimos, mas alcançamos o esperado com muita criatividade das mulheres negras guerreiras.
Edilene Machado Pereira - Este trabalho teve por objetivo compreender a trajetória de sucesso acadêmico e profissional de mulheres negras residentes na cidade de Salvador, BA, enfatizando o significado político do ser mulher negra em uma sociedade desigual no que diz respeito ao acesso deste segmento aos espaços de poder. A pesquisa se insere no campo das relações raciais, perpassando por relações de gênero e processos de constituição de identidade e subjetividade da mulher negra. Situa-se no campo da produção intelectual-ativista, indo além do discurso denuncista de discriminações variadas. O foco central foi dar visibilidade aos processos positivos de lutas e conquistas, bem como o significado político de ser mulher negra em uma sociedade marcadamente desigual no acesso deste grupo social aos espaços de poder.
CLAUDIO REIS - Neste início de século, parece não haver dúvidas sobre a consolidação do movimento negro no cenário das lutas sociais do Brasil. Seu combate contra o racismo, chega ao século XXI de modo bastante forte e atuante. Numa demonstração de importância em relação ao conjunto dos movimentos sociais. Graças a isso, a discriminação racial, que é um dos principais problemas estruturais da nação brasileira, ganhou uma ampla visibilidade social. O que, de certa forma, forçou mais uma vez o debate
Dulce Maria Pereira - É impossível tratar da cidadania dos negros brasileiros e da promoção de seus direitos humanos sem que se faça uma leitura do passado. O melhor cenário futuro, entretanto, depende da promoção de uma ruptura com a ordem, com o medo e com os conceitos profundamente excludentes e preconceituosos sobre a identidade brasileira.
Está no ar a TV Feminista!. Ela é formada por vídeos que ajudarão nos debates que promovemos e como suporte dos cursos da Universidade Livre Feminista. Para ver a seleção de materiais que fizemos para você, escolha primeiro o idioma de sua preferência: PORTUGUÊS, CASTELLANO, INGLÊS, ITALIANO. Aparecerá o canal no idioma escolhido, com todos os vídeos disponíveis. CADA IDIOMA TEM VÍDEOS DIFERENTES DOS DEMAIS. Navegue à vontade e assita a todos os vídeos que selecionamos para você. Como os vídeos estão em resolução alta, é recomendável que você tenha uma boa conexão de internet para poder vê-los com rapidez. Caso contrário, poderá clicar na seta de > play(tocar) e depois no || pause, deixe o vídeo carregar e depois assista com calma. Desde já,agradecemos a todas as entidades que nos autorizaram a reproduzir seus vídeos ou nos enviaram materiais para nossa TV FEMINISTA. Se você tiver vídeos que possam ajudar nos cursos e nos debates feministas, mande-os para nós (mídias VHS, DVD ou arquivos em Mpeg, AVI, Mp4).
Em poucos dias vamos iniciar um novo programa de formação e debates. Trilhas Feministas na Gestão Pública é um curso aberto e livre dirigido a feministas que atuam na gestão pública (municipal, estadual e federal) e que desejam ver essa atividade melhorada e mais sintonizada com sua ação política feminista.
Prevista para receber 200 feministas, a primeira turma terá mais de 250 pessoas. Elas (4 são eles) receberão apoio em suas discussões e estudos, por meio de fóruns de debates (Rodas de Conversa), salas de bate papo, leituras complementares, exercícios, comentários e várias outras formas de suporte.
Logo que concluirmos os trabalhos dessa primeira turma, lá para novembro ou dezembro, vamos aproveitar essa experiência e dar uma mexida no curso. Mudando o que acharmos que não ficou bom e melhorando o que achamos que ficou legal. Aí, em março do próximo ano, deveremos abrir novas turmas. Se você não conseguiu se inscrever nesta turma, não fique chateada, logo terá outra chance.