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Em 2001 foram registrados 213 casos de recém-nascidos contaminados pela mãe, enquanto em 2010 o país teve somente 63 bebês infectados

 

Publicado em 21/02/2012 | DIEGO ANTONELLI, ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVO


A taxa de transmissão vertical do vírus HIV, situação em que a criança é infectada pela mãe durante a gestação, o parto ou a amamentação, caiu 70% nos últimos dez anos em todo o Brasil. Segundo dados do Boletim Epidemiológico Aids/DST, em 2001 foram registrados 213 casos de recém-nascidos contaminados, enquanto em 2010 o país computou somente 63. De acordo com o mesmo levantamento, até junho de 2011 apenas 12 bebês foram notificados com o vírus da aids. A meta do Ministério da Saúde é zerar o número de contaminações verticais até 2015.

Nas últimas três décadas, 4.209 crianças com menos de 1 ano foram diagnosticadas com o vírus. A queda do índice de transmissão começou com o fortalecimento das políticas públicas de combate à aids, a partir da segunda metade da década de 90.

Ocorrências

PR acompanha cenário nacional

O Paraná acompanha o cenário nacional e apresenta redução no índice de transmissão vertical do vírus HIV. De 1987 (quando foi notificado o primeiro caso de aids por contágio de mãe para filho no estado) até 1999, foram registradas 399 ocorrências. Em 2000, foram 73 casos, enquanto no ano passado ocorreram apenas 20 notificações. “As maternidades passaram a realizar exames de HIV de rotina para gestantes, no momento em que elas se internam para o parto. A conduta mais efetiva para redução da transmissão vertical é o diagnóstico e tratamento precoce da gestante”, reforça a coordenadora estadual do programa DST/Aids do Paraná, Elisete Maria Ribeiro.

Mobilização

Encerrada a campanha de carnaval

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, encerrou na noite de domingo, na Marquês de Sapucaí, a mobilização de quatro dias para divulgar ações de prevenção contra aids nas cidades que recebem grande número de visitantes durante o carnaval. A mobilização começou quinta-feira, em Florianópolis (SC), e também ocorreu em São Paulo (SP), Recife (PE), Olinda (PE) e Salvador (BA).

Neste ano, a campanha adotou o slogan: “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”. Os jovens gays de 15 a 24 anos são o público prioritário, dando prosseguimento ao tema lançado no Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro de 2011. De 1998 a 2010, o porcentual de casos na população heterossexual de 15 a 24 anos caiu 20,1% no país. Entre os gays da mesma faixa etária, no entanto, houve aumento de 10,1%, conforme Boletim Epidemiológico de Aids-DST 2011, do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

A cidade do Rio é a 9ª capital brasileira que registrou mais casos de Aids em 2010. Foram 34,7 casos para cada 100 mil habitantes. Em 32 anos, a capital carioca acumula 84.197 casos de aids.

Agência O Globo

Rede Cegonha

No ano passado, o governo federal lançou a “Rede Cegonha”, um conjunto de medidas para garantir a todas as mulheres, no Sistema Único de Saúde, assistência adequada, segura e humanizada desde a confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal e o parto, até os dois primeiros anos de vida do bebê.

Segundo o diretor-adjunto do Departamento de DST/Aids do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, em anos anteriores o tratamento deixava a desejar. “A rede de saúde deixava muitas lacunas, com pouca oferta de medicamentos e tratamento. Hoje, nós já temos condições de zerar a transmissão vertical daqui a 4 anos”, afirma. De 2000 a 2009, foram identificadas 54.218 gestantes soropositivas no país.

Para o psicólogo e coordenador do Polo de Prevenção DST/Aids da Universidade de Brasília (UnB), Mário Ângelo Silva, a queda acentuada de bebês portadores de HIV é reflexo da quase obrigatoriedade da realização de exames rápidos de aids em gestantes. “Essa política de saúde pública adotada no país tem possibilitado detectar a presença do vírus antes de os bebês nascerem. Dessa forma, é possível aplicar a medicação adequada na mãe e, depois do nascimento da criança, já se torna viável medicar o bebê”, salienta.

De acordo com a recomendação do ministério, para evitar o contágio o recém-nascido precisa tomar um medicamento específico nas primeiras duas horas de vida às próximas seis semanas. Além disso, a criança deve fazer acompanhamento em serviço de referência até completar 18 meses de vida. “Após esse período é realizado novo exame para ver se o vírus sumiu do organismo”, reforça Mário Ângelo.

Pré-natal

Segundo Eduardo Barbosa, diretor do Ministério da Saúde, o conhecimento precoce do estado da gestante e o uso de medicamentos antirretrovirais durante a gravidez são as principais estratégias para evitar a transmissão vertical. Segundo ele, ainda é necessário intensificar as campanhas de pré-natal. “As mulheres devem fazer o pré-natal corretamente e tomar a medicação prescrita. Se forem tomados todos esses cuidados, temos uma chance superior a 95% de a cri­­ança nascer soronegativa. Esta­­mos investindo na capacitação da rede de maternidades de todo o Brasil para eliminarmos a trans­­missão vertical”, diz.

Mário Ângelo explica que os maiores riscos de contaminação dos recém-nascidos acontecem durante o parto e a amamentação. “As mães soropositivas não podem amamentar e é recomendável que não seja realizado parto normal, já que o bebê terá contato direto com o sangue da mãe”, aponta. Conforme determinação do governo federal, a criança terá direito a receber gratuitamente uma fórmula láctea infantil até, pelo menos, completar seis meses de idade.

Soropositiva na 4.ª gravidez

Vanderli Ramos, de 35 anos, adquiriu o vírus HIV aos 24, no decorrer do seu segundo casamento. Mãe de três filhos do primeiro relacionamento, ela descobriu que portava a doença durante o parto da sua quarta filha. Hoje, a dona de casa, que reside em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, está na gestação do sétimo filho, que será o quarto a nascer após a descoberta do vírus no organismo.

Ela conta que nunca conversou com o atual marido sobre como ele adquiriu o vírus. “A única forma pela qual eu posso ter sido contaminada é pelo relacionamento sexual. Depois que eu fiquei sabendo que estava com HIV, meu marido fez exame e também viu que portava o vírus. Mas nunca discutimos como aconteceu a transmissão dele”, conta.

Vanderli relata que, após o nascimento da filha, a ansiedade e o medo de o bebê também ser soropositivo foram enormes. “Eu não sabia o que fazer. No primeiro momento, a sensação foi de desespero. A gente deu a medicação a ela e, após um ano e oito meses, em um novo exame, confirmamos que ela não carregava o vírus. A felicidade foi enorme”, descreve.

Nos dois partos seguintes, os cuidados foram maiores. “Eu já estava tomando toda a medicação antes e durante a gravidez. Mesmo assim a gente fica 18 meses com o coração na mão até o exame provar que o bebê não é soropositivo”, afirma. Os mesmos cuidados são tomados por Vanderli nesta gravidez. “Não tem como não se cuidar”, diz.

A dona de casa participa há quase 11 anos do grupo Re­­vi­­ver, de Ponta Grossa, que presta atendimento voluntário a pessoas soropositivas e suas respectivas famílias. Atu­­al­­mente, cerca de 500 pessoas são atendidas pela organização. “Aqui a gente percebe que dá para conviver normalmente com o vírus, desde que se faça o tratamento adequado. Na ges­­tação, os cuidados devem ser maiores para não adquirir uma doença que abaixe o sistema imunológico. E o mesmo deve acontecer nos primeiros meses de vida dos bebês. Só não controla o vírus quem realmente não quiser e não for atrás de atendimento”, ressalta Vanderli
bebes aids.

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gisele (30.05.2013 (20:53:56))
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