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A Universidade Livre Feminista é um espaço de estudo, reflexão, construção de conhecimento, debates e luta por direitos das mulheres. Nosso objetivo é fortalecer o feminismo e a luta por uma sociedade pós-capitalista e pós-patriarcal, somos radicalmente contra o racismo, contra todo tipo de lesbofobia.

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Leitura

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Mulheres em Ação, práticas discursivas, práticas políticas

Tania Navarro Swain e Diva do Couto Gontijo Muniz são as organizadoras desse livro instigante. Com textos de Almira Rodrigues, Cristina Stevens, Diva Muniz, Eleonora Oliveira, Wilza Vilela, Heloísa Burque de Hollanda, Joelma Rodrigues, Lourdes Bandeira e Fernanda Bittencourt, Margareth Rago, Maria Bernardete Flores, Maria Jane Carvalho, Rachel Soihet e Tania Swain, temos nesse livro um conjunto de estudos aprofundados e textos que apontam para a necessidade de mais estudos das múltiplas faces do feminismo moderno brasileiro e suas lutas contra uma cultura dominantemente machista, heteronormativa e violenta contra a mulher e suas várias expressões. Este livro pode ser encontrado em livrarias e bibliotecas. Foi impresso pela Editora Mulheres (Florianópolis) e Editora PUCMinas(Belo Horizonte) em 2005

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Amanda Vieira - Blogueiras Feministas

Um debate que muitas vezes é colocado como periférico pela nossa sociedade é a imagem da mulher na mídia. Quando uma mulher resolve discutir como a sua imagem está sendo deturpada pela publicidade, jornalismo, programas de auditório ou entretenimento, sempre aparece uma voz clamando por uma suposta liberdade de expressão – entendida aqui como a liberdade de perpetuar estereótipos machistas por meio de piadas e afins. E o debate vai perdendo a importância que merece. Mas afinal, por que debater a imagem da mulher na mídia é assim tão importante?

Vamos começar com um conceito básico, mas muito esquecido em discussões como essa:comunicação é poder. Tudo o que é falado nos meios de comunicação de massa (rádio, televisão, etc.) já nasce poderoso em diversos aspectos. Um dos mais visíveis é o poder de convencimento. A publicidade investe fortunas no rádio e na TV porque sabe do poder de convencimento dessas ferramentas – sabe que pode estimular o consumo até mesmo de coisas que jamais precisaríamos comprar. Comunicação é poder, que nenhum leigo duvide disso.

Em segundo lugar, tudo o que aparece na mídia é também o reflexo da sociedade em que vivemos. A mídia tem essa tendência de refletir comportamentos e atitudes que estão mais ou menos enraizados na nossa cultura. Existem momentos em que a mídia transcende essa função de espelho? Sim. Existem seriados, esquetes, programas de humor, documentários que até podem conseguir essa proeza. Mas não é a regra geral. Regra geral é que quem trabalha com TV ou rádio lida com segmentações de mercado (A, B, mulher, homem, criança, adolescente), mas sempre em busca da audiência. E pensar audiência é sempre um princípio meio conservador – poucos nessa área querem correr o risco de ser “vanguarda” pois apresentar alguma coisa fora do padrão pode significar pouca audiência (que em TV comercial se traduz como falta de grana, fracasso).

Foto de Daniel Oines no Flickr em CC, alguns direitos reservados

É por esses dois motivos que quando nós queremos discutir a imagem da mulher na mídia não estamos aqui tratando de um problema menor. Estamos em primeiro lugar exercendo um poder, o de avaliar criticamente o tratamento dado à mulher pela mídia. Em segundo lugar, estamos colocando em discussão um problema que não é só da mídia, é um problema que na maioria das vezes está espalhado na nossa cultura. Portanto, ao falar sobre a imagem da mulher na mídia, nós estamos falando da condição da mulher na sociedade e da própria mulher, enfim! Nós estamos exercendo um poder que nunca ninguém poderia ter nos tomado: o direito de discutir a nossa própria imagem, o direito de discutir o que nos afeta, enquanto mulheres.

Quando vamos discutir se podemos usar ou não a imagem estereotipada e abusiva de uma mulher numa propaganda de cerveja temos total direito de discutir o porque desse uso. Discutimos não só o uso da imagem, mas toda uma cultura, todo um comportamento que está ali refletido e reforçado. Quando vamos discutir a imagem de uma mulher num programa humorístico, estamos falando não só do programa, mas de relações sociais que queremos debater e transformar. Existe uma violência simbólica de gênero nos meios de comunicação que precisa ser tão discutida quanto a violência de gênero mais evidente, “concreta” – até porque muitas vezes uma legitima a outra. Quando uma mulher apanha dentro de casa muitas violências simbólicas anteriores já ocorreram.

“violência simbólica de gênero, uma forma de violência que é, indubitavelmente, uma das violências de gênero mais difíceis de detectarmos, analisarmos e, por isso mesmo, combatermos. Talvez até mesmo porque o ‘bombardeio’ é tanto, de todos os lados, que acabamos ficando anestesiadas, inertes, impassíveis, incapazes de percebê-la, bem como o seu poder destruidor.” Lucia Leiro em Discurso, Cerveja, Gênero e Raça.

Quando queremos discutir a nudez feminina nos programas de auditório, peças publicitárias e entre outras “atrações” televisivas não estamos discutindo a moralidade da mulher que recebeu um cachê para aquele papel: estamos discutindo que tipo de nudez foi construída para aquela mulher representar. Queremos questionar se mulher só pode ficar nua se for jovem, magra, “bonita” sob a segurança de um holofote de um programa de TV. Sim, porque se uma mulher comum escolhe uma roupa sensual para ir a uma festa e resolve beber até cair ela corre o risco de ser tomada como uma vadia, merecedora até de estupros.

Se a sensualidade for apenas a vontade de uma mulher, esse comportamento é censurado, e a mulher recebe o rótulo de “mulher fácil”, sem valor algum. Se a sensualidade é socialmente construída pela publicidade, para o específico olhar de uma audiência, para vender um produto (cerveja, por exemplo), o comportamento não só é permitido como a mulher que o exerce ainda recebe remuneração e admiração.

“a mulher tem uma posição ambígua na sociedade porque ela acabou concedendo a sua liberação e a sua emancipação em termos masculinos e não femininos.” – Olgária Matos emA mídia e a mulher.

Por todos esses motivos precisamos lutar para democratizar a comunicação e batalhar por mecanismos legais para que as mulheres não apareçam na mídia apenas como objetos, mas também para que possamos reagir a esses ataques simbólicos nos mesmos meios em que eles são feitos. Precisamos ocupar esse espaço que é tão dominado por uma liberdade comercial que na prática só mostra as mulheres em condições limitadoras.

Não podemos nos intimidar com as vozes que querem nos calar, nos fazendo acreditar que este é um tema menor ou menos digno. Esse tema é nosso, é a nossa vida, é a nossa liberdade, é a nossa diversidade, é a nossa saúde, a nossa segurança… É o nosso poder!

Nos dias 9, 10 e 11 de fevereiro vai acontecer o 1° Encontro Nacional sobre o Direito à Comunicação – e ali vai ter um grupo de trabalho discutindo gênero e mídia – veja aprogramação. Para saber mais sobre os movimentos de democratização da comunicação no Brasil, acompanhe também o Coletivo Intervozes.

Amanda Vieira

Gosto de futebol de várzea, de cinema, de poesia, de política e de música, mas principalmente de deitar na rede e esquecer isso tudo.

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